Por A. Matias, 9 anos (com uma ajudinha da mãe)
Um dia, numa véspera de Natal, estava eu a passear quando vi um pobre, que me disse:
– Dá-me uma moeda.
– Claro, dou-te uma moeda de Natal! – Respondi eu.
Mas, para minha surpresa, o velho disse-me que já não acreditava no Natal.
Não sei bem se fiquei triste ou confuso, mas tinha uma certeza, eu conhecia alguém que podia ajudar: o meu amigo Elfi.
Sem pensar duas vezes, meti-me no autorena e fui ter com ele ao Polo Norte. Bati várias vezes à porta, mas ninguém abriu. Foi quando vi um bilhete na janela que dizia: “Fui de férias para o Polo Sul”.
Que grande chatice! Isso fica precisamente do outro lado do mundo e o autorena já estava a ficar sem combustível.
Quando finalmente cheguei ao Polo Sul lá estava o Elfi, muito descontraído, a surfar com os pinguins.
– Vamos, Elfi, tenho uma missão para ti!
Não foi preciso dizer mais nada e voltamos para o Polo Norte, com o autorena devidamente recarregado.
Em sua casa, o Elfi entregou-me um saquinho muito velho e disse-me:
– Toma o pó da esperança.
Agradeci, despedi-me do Elfi e regressei a casa. No dia seguinte, voltei a ir ter com o pobre e dei-lhe uma moeda com o pó de esperança. Ele voltou a acreditar no Natal.
Fiquei tão feliz que tive de enviar uma carta ao Elfi:
“Caro Elfi,
Vou pedir-te mais um favor: diz ao Pai Natal que leve o pó de esperança e o espalhe por todo o mundo… está a precisar!
Do teu amigo,
A”
E funcionou. As pessoas voltaram a acreditar e a terem esperança.
Ah, e o Elfi voltou a ir de férias, não sei bem para onde, por isso amigos, não vão ter com ele!

