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Um conto pela turma do 2.º ano da Escola Básica de Vila

Num campo verdejante, os caracóis saíram das suas casas, as rãs começaram a coaxar nos nenúfares do lago, as borboletas voaram de flor em flor, para aproveitarem os últimos dias de sol do Outono.

No mesmo campo, o som do riso das crianças que lá brincavam abafava os sons da natureza. Exceto para a Fada dos Dentes. Ela observava um grupo de crianças da Escola nas suas traquinices no parque e, Fada que é, ouvia tudo ao seu redor.

Splash! –mergulhavam as rãs; os patos grasnavam; lá ao fundo ouviam-se os latidos dos cães no primeiro passeio do dia. Pelo meio, o riso das crianças no escorrega, as cantigas do jogo da macaca, o chiar do baloiço,… um zumbido maldoso?!

– Mas as crianças não são maldosas! – pensou a Fada. – Quem está escondido atrás daquele castanheiro? Decerto não estará a apanhar castanhas!

É o Feiticeiro Malvado! Camuflado, ele esperava transformar as traquinices das crianças em asneiras sérias!

A Fada dos Dentes era frágil para enfrentar sozinha o Feiticeiro, mas pensou que com a ajuda daquelas crianças, podia ser invencível. Só faltava uma boa ideia!

Olhou em redor, viu o coreto e teve uma ideia brilhante! Chamou a turma que por ali brincava, deu-lhes materiais recicláveis e todos juntos criaram os figurinos e o cenário para uma peça de teatro: uma comédia! 

Houve muita música, muitas gargalhadas e do Feiticeiro Malvado não houve mais notícias. É que na verdade, o Feiticeiro Malvado detesta alegria e imaginação. E há outra coisa que ele detesta: a amizade! Por isso é que ele tenta tornar as traquinices em asneiras, para ver os amigos zangados. Mas não com a Fada dos Dentes! 

No fim da peça, todos deram as mãos para agradecer. Fizeram uma belíssima atuação e ainda derrotaram o Feiticeiro! Que dia tão bom! E que sol tão forte!

O sol bate-me nos olhos, abro-os, olho para a janela e vejo que é manhã cedo. Debaixo da minha almofada está uma moeda de dois euros.

Terá sido tudo um sonho?

Pelo sim pelo não, não vou deixar que as traquinices sejam asneiras, não vá o Feiticeiro estar à espreita!

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