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Porque quero tanto acreditar?

De uma forma muito simplista, na vida nós podemos acreditar em dois tipos de coisas: nas coisas boas e nas coisas más.

Na nossa primeira infância a tendência é principalmente acreditar em coisas boas… somos rodeados de atenção e carinho, aprendemos a descobrir o mundo e acreditamos intrinsecamente no nosso valor e potencial. Confiamos no nosso instinto e apesar das tentativas-erro, da frustração simplesmente não deixamos de aprender a comer, a andar só porque falhamos nas primeiras tentativas.

É certo que há exceções e situações mais complexas, mas esta é a regra…

Mas à medida que crescemos, o nosso mundo de fantasia, de fadas, príncipes e princesas e de formas fofas e coloridas vai progressivamente sendo substituído por histórias de monstros e bruxas e bichos- papões. E estas histórias são importantíssimas, porque nos ajudam a lidar com os monstros e papões que preenchem a nossa vida real.

Os piores de todos são aqueles que vivem dentro de nós…

À medida que vamos conhecendo e testando a realidade vai aumentando a probabilidade de acreditarmos cada vez mais naquelas coisas que são más para nós.

Ok… falar em coisas más talvez englobe demasiados julgamentos de valor, por isso, falemos  antes em crenças que nos limitam e nos impedem de vivermos todo o nosso potencial, todo o potencial dos nossos sonhos.

Aquelas coisas em que nós acreditamos tão fortemente que tendemos a confundir com a verdade absoluta, mas que não o são necessariamente.

Estas crenças assumem muitas vozes:

Eu não tenho talento ou valor

Eu nunca vou conseguir

Isto é demasiado para mim

Mas independentemente da forma que estas assumem, as crenças limitadoras têm a capacidade de nos bloquearem, de nos impedirem de avançarmos em direção daquilo que queremos.

Felizmente, as crenças limitadoras não têm de ser um mal crónico com o qual vivemos para o resto das nossas vidas. É possível mudarmos a nossa perspetiva em relação a ela e de as transformarmos em pensamentos potenciadores, em crenças que trabalham a nosso favor.

Esta foi uma descoberta que eu fiz algo tardiamente na minha vida, mas foi sem dúvida uma das mais poderosas.

À medida que eu própria crescia eu sentia-me cada vez mais esmagada pelos meus pensamentos negativos e crenças limitadoras, ao ponto de deixar de acreditar em mim.

E por isso é que hoje em dia é tão importante para mim passar esta mensagem de que devemos sempre acreditar em nós mesmos, que devemos mudar de dentro para fora.

Foi quando comecei a escrever para crianças que comecei a recuperar a capacidade de acreditar. Não só em mim, mas na magia da simplicidade da vida. Por isso é que este é um tema tão recorrente nos meus livros.

Espero com isso conseguir ajudar e inspirar crianças para que não se percam pelo caminho como eu.

Mas procuro também recuperar aqueles adultos (autores) que tal como eu esqueceram a sua voz interior, a sua criança algures pelo caminho. Porque eles têm o poder de inspirar outros.

O mundo não para. Haverá sempre coisas “boas” e coisas “más”. Cabe-nos a nós mudar com ele, mudar por ele. E continuar a acreditar que os finais felizes são possíveis…apesar de tudo.

 

 

 

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