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O menino que não podia ver os amigos

Era uma vez um menino muito alegre e falador que adorava sair, passear e brincar com os seus amigos.

Estava sempre disposto a entrar nas mais diversas brincadeiras e, por muito cansado que pudesse estar, nunca dizia que não, quando o desafiavam.

Era um menino feliz.

Mas um certo dia, de um momento para o outro, tudo mudou.

O mundo parou.

E aquele menino tão alegre, brincalhão e falador já não tinha com quem falar. Ele não podia sair de casa e não podia ver os seus amigos.

Até em casa tudo mudara! Os abraços e beijos que eram sempre tão frequentes, agora eram escassos e atirados à distância.

Que triste que ele se sentia…

Todos os dias acordava e perguntava se já podia sair. Mas todos os dias lhe respondiam que não, que já não faltava muito, que estava quase …mas esse quase nunca chegava!

Ele queria ver os avós, queria ver os primos e, acima de tudo queria ver os amigos!

Tinham-lhe dito que estes, tal como ele, estavam todos em casa, mas ele não acreditava. Na sua certeza, eles estavam todos no parque ou no jardim a jogar à bola e só ele estava preso ali, sem os poder ver.

Ele nem se dava conta que na rua os carros haviam parado, as pessoas tinham deixado de andar, que até o vento, sempre tão alegre e ativo parecia não ter vontade de soprar… Até o céu, sempre tão azul estava envolto num manto cinzento e choroso.

Tudo estava triste e diferente.

Mas numa manhã, quando acordou, olhou para a janela e viu que as nuvens começavam a partir. O céu azul teimava em voltar a aparecer e, bem lá ao fundo via um arco-íris. Correu para a rua, perseguindo aquele arco-íris.

Correu, correu sem em algum momento se cansar e, quando avistou o seu final percebeu que estava no parque.

De todas as direções, outros meninos como ele, chegavam perseguindo o mesmo arco-íris. Atrás deles os pais, os avós. Ninguém estava zangado, ninguém estava triste.

Por fim, aquele menino podia ver e falar com os amigos. Podia abraçar os pais, os avós e os primos… por fim, tudo estava bem.

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