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Escrita na infância, sim ou não?

Creio que todos nós temos mais ou menos presente que os livros são fundamentais no desenvolvimento infantil desde tenras idades. E, como tal, apesar de termos outros recursos à nossa disposição, acabamos sempre por ter lá em casa uma biblioteca (mais ou menos extensa) de livros infantis.

E ainda bem que assim é!

No entanto, tenho as minhas dúvidas de que a importância da escrita, esteja bem estabelecida. Na realidade, já por várias vezes vi pessoas a questionarem sobre a pertinência das crianças aprenderem caligrafia na escola, numa época em que os computadores estão no centro da nossa comunicação.

Mas a verdade é que um “simples” exercício de caligrafia é fundamental para o desenvolvimento motor e cognitivo das crianças, na medida em que estimula o cérebro.

Haverá outras formas de o fazer? Talvez! Mas a escrita engloba todo um aspecto cultural e simbólico que não deve ser descurado.

Para além do que já foi referido, a escrita permite à criança:

Estimular as competências de linguagem, significação de conceitos e aquisição de vocabulário;

Reflectir sobre a forma como se lê e como se escreve;

Exprimir ideias, sentimentos e imaginação, na medida que ao escrever entramos mais facilmente em contacto com memórias e emoções que estão guardadas dentro de nós.

Como tal, acredito que esta actividade deve ser estimulada sempre que possível e até mesmo antes da criança saber escrever.

Não se trata aqui de promover a aquisição precoce desta competência, mas antes deixar que os mais pequenos, através da sua imaginação e fantasia vão rabiscando letras e histórias imaginárias, adquirindo assim o gosto por algo que tantas vezes acaba por se tornar uma dificuldade e dor de cabeça na altura da entrada para o primeiro ciclo.

Quer a criança ainda não domine a escrita, esteja a dar os seus primeiros passos na mesma ou já esteja à vontade, é sempre importante ter algumas premissas em mente:

Respeitar sempre o ritmo individual da criança;

Não fazer comparações com as capacidades demonstradas por outras crianças (sejam amigos da mesma idade ou irmãos mais velhos);

Recorrer, sempre que possível, a jogos ou actividades lúdicas para promover o gosto pela escrita;

Procurar relacionar as actividades de escrita com experiências ou contextos significativos/familiares para a criança;

Utilizar diferentes e variados suportes para estimular a escrita;

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